terça-feira, 3 de novembro de 2009

O aquecimento global e o banho de caneca


Sempre que mudamos de casa, fatalmente econtraremos situações desagradáveis que devemos contornar com alguma criatividade.

Ao mudar para minha nova casa, constatei que nela não havia água quente para o banho.

Até aí tudo bem, afinal, tem a casa da minha mamma aqui pertinho e basta dar um pulo lá para ter a minha disposição uma bela ducha turbo com água quente, but...

But, eu como homem e bárbaro gosto de situações brutas e atípicas. Ontem tomei um banho gelado na noite e a única coisa que me sobrou de sono depois dessa experiência foi uma vaga lembrança :P

Só que hoje a coisa não funcionou assim. Eu estava supercansado da academia e não estava afim de sentir a água fria correndo sobre as minhas vísceras.

Então, peguei um balde, deixei enchendo com água fria e enquanto isso coloquei um livro e meio de água esquentar no fogão.

Depois de tudo pronto, fui tomar meu banho quentinho. Como estava morrendo de preguiça acabei por sentar no vaso sanitário e despejar a água sobre minha pessoa.

Ao fazer isso, percebi que o barulho da pagua caindo aos meus pés e canela me agradava imensamente. Me peguei filosofando e relaxando como a tempos não acontecia.

Então me veio uma idéia na cabeça!

Se as pessoas tomarem banho assim, elas vão ajudar a anular o efeito estufa! Pois, ao tomar banho de caneca, elas vão poder passar o maior tempo poensando na vida evitando assim, de deixar o chuveiro aberto com a energia comendo ao aquecer a água!


Pensei até em uma campanha do tipo: Ajude a natureza, tome banho de caneca. Ou ainda, Controle o efeito estufa com uma caneca e um balde... coisas desse tipo... enfim, pensei até em uma cena de uma novela ou mesmo um filme, onde na cena de um banho os atores o faziam com caneca, para sensibilizar os telespectadore spara importância do ato, mas d euma forma mais efetiva, influenciando-os a fazer o mesmo. Pensei em uma cena caliente, onde o Brad Pitt dava um banho romântico na Angelina, com uma canequinha dourada, o chão apinhado de pétalas de rosas e a fotografia da película com tom sépia, podre de chic :P

Pense nisso, o futuro do planela pode estar em suas mãos... aliás, na mão que você usa para segurar a caneca ;)

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Morando sozinho de novo

Buenas!

Depois de um bom tempo morando na casa da minha família e depois dividindo a casa com um camarada, estou morando só outra vez.

Talvez isso seja um desvio de personalidade, mas, de fato, adoro morar sozinho.

Quando vivemos em meio a outras pessoas, tendemos a suprimir alguns comportamentos e isso acaba nos trazendo uma série de dissabores. Nada mortal, mas um prazerzinho a menos, é igual a um motivinho a menos para achar a vida deliciosa.

Percebi algumas coisas interessantes nesse tempo. A principal e evidente é a de que ao dividir o teto com outras pessoas, você acaba absorvendo alguns costumes delas. O que mais senti foi o desvio de minha superdieta saudável. Simplesmente engordei um monte e perdi os gominhos que tinha no abdome. De quebra aprendi que uma alimentação balanceada e um pouco calórica faz os músculos crescerem bastante.

Outra coisa muito bacana que aprendi está relacionada ao respeito que devemos nutrir pelas pessoas que moram conosco. Acabou o respeito, acabou a convivência tranquila. Antes eu ignorava isso, mas devemos tratar com mais respeito e cuidado justamente aquelas que mais gostamos e que mais convivemos. Explico.

A uns anos atrás eu achava que por que a minha mãe, irmãos e namoradas conviviam comigo e gostavam de mim, eles automaticamente sabiam o que eu queria dizer, mesmo sem soltar uma palavras e que meus eventuais comportamentos indelicados nada mais eram do que a vazão que eu dava a minha tranquilidade e, sendo eles meus "amados", saberiam lidar com isso naturalmente.

Doce engano.

Precisamos tratar com muita atenção as pessoas que mais gostamos. As que mal conhecemos que se explodam, pois as máscaras um dia cairão. não digo explodir no sentido de ignorar completamente, refiro-me ao fato de nos esforçarmo-nos demais em prol daqueles que mal conhecemos.

Mais um coisinha, descobri que não suporto mais bagunça onde moro. Mesmo que o lugar não esteja um brinco de limpesa, e isso um homem dificilmente consegue alcançar, mas que esteja ao menos organizado, sem roupa jogada, coisas fora do lugar e cheiro de ninho de ratos.

A minha casinha está limpinha, dentro das minhas limitações, claro. Espalhei quadros por todos os cantos e em vez de deixar as panelas sobre a pia, acabei pendurando-as. Ficou muito bacana.

Vendo a casa catita desse jeito, até fiquei mais inspirado para trabalhar. Mas isso não fiz em um dias. Faz algum tempinho que estou organizando tudo. Agora pretendo dar uma ambientada na casa, fazendo-a parecer mais "uma casa". Quem sabe colocar um sofá no escritório, onde minhas visitas poderão sentar ou deitar ao conversarem comigo. Também colocarei um tapete, para que elas pousem confortavelmente os seus pés neles (dizem que isso é mania de velho, mas eu adoro). Vou aproveitar e pintar algumas pareces, para quebra rum pouco a frieza do branco. Talvez um vermelho, em homenagem ao inter... :D

Acabei de jantar meus sagrados cereais, e falando nisso, vou aproveitar e fazer um café de cevada.

Abração

sábado, 25 de julho de 2009

Mamando e beijando


Um amigo meu me disse algo interessante a algum tempo atrás. Primeiro me perguntou quantas palavras para mãe eu sabia:

- Mamãe, mamma, mother...

Então ele me atentou para o fato de todas começarem com m. "Certo", disse eu, "e...". Daí ele me disse que isso se deve ao ato de involuntariamente pronunciarmos um m (eme) quando mamamos em nossas mães. Genial! Pensei, mataram a charada.

Hoje ao conversar com ele o assunto voltou a tona,enquanto conversávamos, daí me veio um lampejo na mente:

- Cara, o beijo é um tipo de mamada! A gente dá uma mamadinha na bochecha da pessoa para demonstrar afeto!


Imagino que os primeiros seres humanos que beijavam faziam isso primeiramente na mãe para reafirmar os laços e depois isso se espalhou para os outros membros da tribo. Com o passar dos anos, o beijo que primeiramente era uma mamadinha mesmo, por razões de praticidade e conversão simbólica (o que é inerente ao homem) se converteu no clássico SMACK!

Mamadinha ou não, beijar é algo que nos faz externar um sentimento de afeto e amor a quem temos como alvo.

Então falou, beijão pra você!

sábado, 18 de julho de 2009

Escrevendo ao contrário

Ha dias atrás eu estava curtindo o maior tédio aqui no meu novo escritório. Decidi dar uma desestressada lendo a Wikipedia, sempre faço isso para ver as novidades ou mesmo sanar uma dúvida.

Acabei lendo sobre os canhoteiros e sobre Leonardo da Vinci. No texto falava que ele escrevia de uma forma peculiar, cujas pessoas ao lerem imaginavam que ele estava de algum modo criptografando o texto, mas na verdade ele apenas escrevia ao contrário, da direita para a esquerda.

Quando se é canhoteiro, na verdade já se escreve ao contrário. O que nós fazemos é aprender a inverter a coordenação para fazer uma escrita compatível com o padrão destro. Imagine você no tempo das canetas de pena, como devia ser trabalhoso para um canhoteiro escrever sem manchar o papel, posto que a caneta precede a tinta.

Imagino que Leonardo da Vinci tenha borrado muito texto, ficado puto da vida e decidido escrever da forma "natural" aos canhoteiros.

Enfim, depois de ler o texto decidi fazer uma brincadeira cerebral e copiar o estilo do Leonardo.


Primeiro, escrevei normal.











Depois ao contrário a la Leonardo da Vinci.











Depois ao contrário espelhado.












E por fim normal espelhado.











Essa última forma foi a mais legal de todas, a que mais me diverti e escrevi tranquilamente. Se pudesse escolher uma forma diferente de escrever seria essa.

Se quiser ver o resultado em vídeo, aqui está ele:



Foi apenas uma brincadeira-exercício. Acabei percebendo que a anomalia no caso foi eu escrever com a canhota da forma padrão. Isso não ficou evidente no vídeo por que mantive o papel reto (180º) para não atrapalhar as outras três escritas, mas a forma que deixo o caderno para escrever é posicioná-lo a 90º, assim a letra sai direito.

Fica aí uma dica para você brincar também. Tenho aqui um outro vídeo, de um teste que fiz escrevendo com a mão direita:



Por que tudo isso? Simples, por que é divertido e lhe tira da área de segurança. De alguma forma faz-nos ver que existem outros pontos de vista e com eles, outras forma de se resolve rum mesmo problema. ;)

terça-feira, 9 de junho de 2009

Resolvendo problemas


Olá!

Poxa vida, fazia tempo que eu não postava nada... felizmente quase ninguém lê isso aqui... rs... enfim, andaram acontecendo umas coisas na minha vida e decidi expor aqui algumas delas, que julgo de interesse geral.

As pessoas que convivem comigo sabem que sou um tanto avesso as convenções sociais e legais, dentre elas as do casamento, alistamento miliar, faculdade, formaturas e etc... não falo de ir nessas festas, o que aprecio muito, mas de ser eu a peça principal delas.

O fato é que eu estava negligenciando algumas coisas importantes para o bem viver de um ser humano médio e elas estavam começando a me sufocar e de alguma forma criando dificuldades no meu cotidiano.

Decidi correr atrás da solução de algumas, vou expor aqui o que e por quê.

Estou usando lente de contato
Bah, fazia um bom tempo que os meus óculos estavam defasados. Defasados a ponto dos conhecido me cumprimentarem e eu não reconhecê-los.
O fato é que eu desejava ir ao oftalmo, mas ficavam enrolando, sempre achando uma desculpa para não me dirigir até lá ou mesmo esquecendo. Um belo dia, passei na frente da clínica e entrei. Marquei a consulta e depois de fazê-la externei minha curiosidade pelas lentes de contato. Fiz um teste de duas semanas com uma e correu tudo bem. Acabei nem trocando o óculos, mas usando e lente mesmo.
A única coisa chata da lente é que não é muito agradável usá-la mais do que 5 ou 6 horas. Daí uso de 4 em 4 :D. Quando estou em casa uso meu óculos antigo, pois ele supre com folga a necessidade que tenho de estar na frente do computador.

Arrumei uma namorada
Outra situação que estava negligenciando, mas o fato é que um homem namorando é um homem mais tranquilo e focado. Mais do que isso, é um homem que ga$$ta menos. É inegável o fato de que se você acha uma menina bacana para namorar e não tem maldade no coração, a tendência é de que você se tranquilize no tocante a assuntos evolucionários e mantenha mais o foco em coisas importantes como, o futuro profissional, as prioridades a médio e longo prazo e etc.
O melhor de tudo é que estou mais experiente, ciente dos limites e da aleatoriedade da mente humana. Quando se tem os pés no chão a coisa flui com alegria, pois as expectativas muitas das vezes trazem consigo frustração e tristezas.
Não vou falar aqui da menina, pois não vem ao caso, o que desejo é expor a situação antropólogica e não a especificidade passional de um ser.

Comecei um curso de inglês
Desde que fui a São Paulo alguns meses atrás, tive a certeza de que o inglês é o cara e que preciso adquitir fluẽncia nele. Fui numa boate e na ocasião apareceu um carinha que trabalhava numa empresa de tecnologia muito conhecida dos nerds. Ele falava portoinglês, não tive dificuldade de me comunicar com ele, mas a conversa não fluía como quando ele falava com os outros que dominavam o idioma do Tio Sam. Me senti "escruído". Meu sentimento de frustração foi tão grande que durante um bom tempo ficou latente no coração e só parou quando entrei na escola que estou cursando.

Galerinha:

Inglês d eleitura é uma coisa, de conversação é outra!


É um erro imaginar que dominando um se domina o outro, são coisas distintas e isso prova que o cérebro encar a alinguagem em áreas diferentes :D

Peguei meu diploma do segundo grau
Isso mesmo! Me formei em 2000 e só peguei o meu diploma agora! A escola que me formei no então segundo grau era meio problemática e fiquei 9 anos imaginando que seria difícil obter o diploma. O fato é que o pessoal do Seduc é supereficiente e me arrumou tudo rapidinho. Estou nesse exato momento olhando pra ele... tão novinho, parece que me formei agora.
O próximo passo é me matricular em uma faculdade. não sei ainda o que ovu fazer e escrevo aqui que estou indo atrás disso por que a sociedade de alguma forma nos cobra. Sei que a qualidade nacional dos cursos no tocante a desenvolver o apetecimento didático das pessoas é péssimo. Espero do fundo do coração que eu esteja errado.

Fui ao dentista
O cara com 26 anos nunca tinha ido ao dentista. Já estava com medinho. Imaginei que ela faria uma cara de horrorizada e diria que meu caso era grave e inspiraria sérios cuidados, o que implica em gastar um horror e sentir muita dor. Mas, o que aconteceu foi o contrário. Ela me parabenizou pelo excelente cuidado com os dentes e diagnosticou apenas algumas poucas cáries nos molares e a reconstituição de um que está quebrado.
Fui na primeira sessão, seção se... maldito portuguẽs! Enfim, fui me tratar e nem precisei de anestesia para cuidar das cáries.
Nossa! Está sendo delicioso olhar meus dentinhos "novos" no espelho e ver tudo branquinho de novo... todas as vezes que vou ao wc gasto um tempinho contemplando-os. O lado positivo disso é que estou caprichando na escovação e obviamente, no trato com o fio dental.

Participei de concursos
Um amigo meu me apareceu uns dias atrás com a idéia de participar de um concurso do YouTube. Aceitei sem ponderar muito e no dia marcado para a reunião nem me lembrava dele. O concurso funcionava ssim. A gente não sabia qual seria o assunto sobre o qual criaríamos um vídeo de até um minuto. Num determnado dia, passaram o assunto as 0:00 de Greenwich e nos deram 40 horas para desenvolver o material. Com o brief em mãos, fomos ao boteco, criamos o roteiro e o storyboard. No outro dia compomos a trilha e criamos as animações base. Em 47 horas terminamos tudinho e mandamos para o YouTube. Já termino a história.
Enquando concorriamos a esse prêmio entramos também na disputa para o Splash Screen do Inkscape. Infelizmente não tivemos tempo para desenvolver como queríamos e fizemos o desenho muito as pressas. Mesmo assim enviamos ele, sem esperanças, ma simportante é competir e.. até que enfim entendi por que as pessoas dizem isso:

A importância do competir não reside necessariamente na vitória e ao mesmo tempo não é conformismo. Conformistas são aqueles que não se expõe com medo das críticas e da derrota. No momento que você entra em uma competição, você está se expondo e de certa forma matando o seu ego no tocante as retaliações e as frustrações de não ser um vencedor. É importante competir sim! Por que ao se fazer isso se está lapidando, se está rumando aos poucos para o caminho da vitória que consiste em corrigir a rota e ir "pegando o jeito" da coisa. Quem compete já é um vencedor, ainda que não tenha conquistado esse título, pela menos se está no caminho e mais cedo ou mais tarde a contemplação vira.


Não preciso dizer que nosso desenho nem se classificou. Foda-se, haverão outros :D
Voltando ao YouTube, ficamos apreensivos pois não sabiamos da qualidade dos outros vídeos. mais do que isso não sabiamos o que de fato o povo queria. Aos poucos mandamos e-mails aos amigos solicitando acessos ao nosso vídeo e eles acataram e fizeram o nosso pontuar entre os mais vistos.
Par aa nossa surpresa, fomos escolhidos entre os 35 melhores dos 700 que concorriam a nível mundial. Que alegria!
Esse concurso também não vencemos, mas nos classificamos! Mais do que isso nos deu cara-de-pau para entramos em outros e "tomar gosto" pela coisa. Essa é por si só uma grande vitória.

Por ora é só, estou com uma fome tremenda e a mana veio me chamar para o almoço. Assim que tiver novidade informo vocês, meus pouquissimos mas importantíssimos leitores.

Como diriam as menininhas do Orkut.

Bjo bjo, xau xau. :*

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Yet Another Day

A falta de inspiração é um estado de espírito que nos toma aos poucos, como uma mulher apaixonada que, com doses homeopáticas, vai dominando o seu amor. Quando ele menos espera já o é um completo cativo.

Sempre fui um nerd anti-social, mas confesso que tenho deleitado-me nos prazeres comuns. Tenho feito coisas que nunca imaginei, no tocante a ser uma pessoa "normal".

Felizmente são apenas lampejos e lá no fundo o Cícero ancestral ainda reina absoluto.

Falando em prazeres comuns, em comportamento padrão, devo dizer que tenho aprendido muitas coisas no decorrer dessa minha nova estada em Sinop-MT. Como já comentei nesse blog, houveram momentos em minha vida que fui um excelente nerd e um péssimo profissional, no sentido de comunicar-me eficientemente com o cliente. Hoje estou mais maduro e creio que aprendi bastante com as experiências passadas, o modo com o qual devo portar-me diante das pessoas que garantem o meu pão de cada dia.

O mais difícil dessa história toda é conseguir administrar o stress e a ansiedade, típicos acompanhantes nessa estrada profissional. Ora queremos mostrar serviço e suprimimos o tempo que deveria ser dedicado a nós, ora permitimos que a procrastinação nos domine e acabamos acumulando atividades, o que traz muita dor de cabeça.

Estou reduzindo as minhas obrigações ao menor número de coisas possíveis. Quanto menos coisas para fazer, mais destreza e menos dor de cabeça.

A coisa tem dado certo, meus dias tem sido de muita paz, mas de vez em quando ando me esquentando um pouco. A tempos atrás era uma autopiedade deprimente que me tirava a alegria, agora é a sensação do tempo estar passando e eu não estar fazendo nada. No fundo eu sei que tudo é uma tremenda ilusão, mas o que eu posso fazer? Trata-se de relfexões inconscientes, medos que herdei não apenas dos meus avós mas de todos os que precederama eles. Como tenho escrito aqui, pelo que tenho aprendido na escola da vida, sempre teremos esses demônios nos perseguindo. Talvez o melhor a fazer é não dar muita bola para eles, claro, sempre tentando entender o motivo básico das inquietações que nos rondam.

Falando nisso, estou pensando seriamente em não prometer mais nada a mim mesmo e a ninguém. Promessas demanda muita energia, eu diria que são a maior besteira que uma pessoa pode fazer. Para ilustrar o que pretendo passar, costumo dizer para aminha irmão me pedir algo e fazer com que eu efetive aquilo de súbito, pois seu eu prometo que farei depois, pod eesperar uma enrolação homérica.

Não que eu não queira fazer ou não sofra, a questão é que no decorrer do tempo aparecem outras prioridades e quanto mais antiga a promessa, tanto mais fácil remetê-la a um segundo plano.

Bem, vou-me indo, já fiz o papel de bloigueiro medíocre... a caminha me espera e o dia de amanhã será longo e começará cedo.

Buona notte!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Vênus e a volúpia histórica

Buenas!

Há... vim na seca para escrever sobre o que me ocorreu por esses dias. Ao contrário do último post, hoje falarei de algo inspirador. Tudo começou com um documentário que assisti na TV Escola. Para quem não sabe, a TV Escola é simplesmente, na minha opinião, o melhor canal da tv aberta que pega por parabólica. Posso dizer que a pessoa que assisti-lo com certeza vai sair melhor do que chegou, pois a grade de programação é rica de documentários hiperdidáticos que cobrem todas as matérias do ensino fundamental ao médio. Gosto tanto dessa tv que estou pensando seriamente em criar uma comunidade dela no Orkut... algo do tipo "E assisto TV Escola" ou "Sou tarado pela TV Escola" :).

Foco! Voltando ao assunto, a série de documentários chamada "Como a Arte Moldou o Mundo", tratava na ocasião de como o ser humano retrata o corpo humano ao longo da história. Um fato que me chamou a atenção foi o momento que o apresentador apresentou um objeto de arte chamado de a Vênus de Willendorf, uma pequena estátua de calcário em forma de mulher com traços bem, mas beeeeem avantajados no quesito voluptuosidade. Apesar de um grande amigo me dizer que a aparência da Vênus em questão é a mesma de uma tia obesa dele :P, não se pode negar que ela é sim um símbolo de fertilidade.

Nesse mesmo programa foram mostradas outras estatuetas com o mesmo formato da primeira, mas com a diferença de s0.000 anos e encontradas em outros pontos do planeta. Todas foram moldadas entre 30.000 e 20.000 a.C., serviam como objeto de cultos sazonais (tanto que o calcário da Vênus de Willendorf não existe em Willendorf) e provavelmente eram introduzidas na vagina das mulheres pré-históricas para que sua fertilidade florescesse.

Bah! Cai entre nós... isso tem algo de estranho, ou melhor... tem um padrão aí. Se um monte de peão moldava umas tiazinhas avantajadas ao redor do globo nos tempos mais remotos... quer dizer que tinham mais ou menos a mesma coisa em mente, ou, a mente trabalhava de forma assustadoramente parecida.

Uma vez ouvi que o homo sapiens não mudou nada nesses milhares de anos, somos praticamente o mesmo ser que nossos ancestrais de 30.000 anos atrás. Ao devanear sobre isso, para o meu espanto, dei-me conta de que eu mesmo havia feito um desenho a cinco anos atrás e naquele tempo nunca havia ouvido falar de uma Vênus que não fosse a deusa romana e a pintura do Botticelli. Bem, o nome do desenho é: Vênus intel la finestra, que traduzido do talian significa Vênus na janela.

Veja só... desenhei a cinco anos, sem nem imaginar que existia a Vênus de Willendor e outras paleolíticas com igual aparência:


O mais legal é que ambas, essa e a outra mostrada anteriormente, tem braços fininhos, posto que o importante aqui é enaltecer as partes lascívas da mulher.

Outra coisa, tanto essas duas quanto a de Botticelli estão com uma ou ambas as mão sobre os seios. Bah!

Eu e meus camaradas nerds chegamos a conclusão (com uma leve ajuda do documentário) de que uma parte do nosso cérebro pensa igualmente a milhares de anos da mesma forma e que essa forma de pensar idealiza, moldada num desejo eminente de perpetuação da espécie, um ser superfértil (como as rainhas cupins), cuja aparência reflita bem essas qualidades.

Ou, como diriam as más línguas, faz mó tempo que a homarada é taradona. Não é a toa que a Mulher Melancia faz tanto sucesso... pense bem.